segunda-feira, 3 de outubro de 2011

MINISTÉRIO DE CURA E LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Quero apresentar aqui algo mais para aqueles que querem desenvolver o dom da cura e libertação.

Os dons do Espírito são distribuidos por Ele quando, onde e no momento que Ele quer.

Uma coisa é possuir o dom, outro coisa é exercer, ministrar.

Não depende de nós e sim de Deus.

Todos nós somos passiveis a sermos usados por Deus em seus dons e carismas.

Existem três doenças que nos atingem: doença do corpo, do coração e do espírito.

Satanás é como um cão que late,, avança, mas só atinge aqueles que se aproximam dele.

Antes de rezar por alguém, você deve:

1. Fazer o sinal da Cruz; o sinal da cruz é um sacramental de benção.

2. Antes até mesmo de conversar com a pessoa, fazer uma pequena oração pedindo a proteção de Deus.

3. Escutar; quando a pessoa fala, Deus cura. As pessoas tem necessidade de serem ouvidas.

4. Ouvir a pessoa. Se precisar, ajude com pequenas perguntas, mas nunca a force a falar.

5. Após ter conversado com a pessoa, reze por ela.

6. Pergunte a pessoa se ela ‘aceita Jesus Cristo como o seu Senhor’. Neste momento muitos travam e então de detecta a necessidade de libertação.

7. Imponha as mãos e peça o batismo no Espírito Santo sobre ela. Não se pode fazer acepção de pessoas.

Na oração, partilha, pregação; a gente não se vende, a gente se doa!

A cura só acontece pelo amor. A pessoa que ama é canal de cura para pessoa amada.

Conversão é necessária. Não adianta buscar a Deus para ser curado mas não mudar de vida.

Deus não cura partes, Ele cura o homem todo.

O ministro de cura impõe as mãos sobre a cabeça, por que reza pela pessoa toda e não somente pela parte enferma.

Não desvincule a pregação da oração de cura. É a Palavra de que Deus que cura, liberta, alimenta e perdoa.

A Palavra de Deus faz aquilo que o batismo faz: nos regenera, nos faz novos outra vez. Pela Palavra de Deus somos regenerados para uma vida nova.

A Cura e a libertação começam a partir da Palavra de Deus.

As pessoas que não rezam para que as outras sejam curadas é por que não acreditam.

Deus cura para que a pessoa seja santa e não por que ela é santa. Cura não é privilégio de santos, é um direito que nos foi dado.

Deus quer curar dentro dos limites de cada um. Cura é um processo que começa com a oração, mas precisa de sequencia, precisa de perseverança. Não é instantâneo, é preciso acompanhamento.

Quem quer investir na oração pela cura e libertação das pessoas, precisa:

1. Rezar para obter o dom;
Não é mérito e independe de ser bom ou não.

2. Precisa tornar-se disponível;

3. Desprender-se da própria imagem;
Não ficar se preocupando com o que os outros vão dizer ou pensar.

4. Remover os obstáculos;
Medo, desconfiança, pecado…

5. Pregar o evangelho;
A palavra de Deus é que cura.

domingo, 24 de julho de 2011

Possessão demoníaca

Vade retro Satana!

Um inimigo que nos vigia continuamente. Como um chacal, ronda suas vítimas
à espreita do momento para devorá-las.*
Sua tática principal: fazer-nos crer que ele não existe.**

Edson Neves

“Uma jovem professora de Avignon (França), que dava sinais de possessão demoníaca, foi conduzida, por ordem do Bispo, ao Cura d’Ars. Ia acompanhada de um vigário e da Superiora das Franciscanas de Orange. Chegaram a Ars em 27 de dezembro de 1857. No dia seguinte, fizeram-na entrar na sacristia, no momento em que o santo Cura revestia-se para celebrar a Missa. Em seguida a possessa se pôs a gritar, procurando fugir:

“- Tem gente demais aqui! – exclamava.

“- Tem gente demais, – acrescentou o Cura – pois bem, saiam todos!

“E, a um sinal de sua mão, ficou só, frente a frente com Satanás. No início, apenas ouviu-se dentro da igreja um ruído confuso e violento. Logo o tom se elevou ainda mais. O vigário de Avignon, vigilante junto à porta, pôde captar o seguinte diálogo:

“- Queres sair a todo custo? -- dizia o Padre Vianney.

“- Sim!

“- E por quê?

“- Porque estou com um homem que não quero!

“- Não me queres então? -- perguntou o Cura com tom irônico.

“- Não! - gritou o espírito infernal. E este não! foi proferido em tom estridente e furioso.

“Quase em seguida, a porta tornou a abrir-se. Todos puderam ver a jovem professora chorando de alegria .... E voltando-se para o Padre Vianney, disse-lhe:

“- Tenho medo que ele volte!

“- Não, minha filha -- respondeu-lhe o santo homem --, ou não tão breve.

“A jovem pôde retomar suas funções de educadora na cidade de Orange. E ele não retornou”.

Eis aí um, dentre tantos fatos históricos que comprovam experimentalmente a existência do demônio e sua ação característica na alma e no corpo de uma possessa, descrito por Mons. Cristiani, conhecido autor francês, em sua obra Presença de Satan no mundo moderno (1).

O renomado teólogo francês Ad Tanquerey, em sua conhecida obra Compêndio de Teologia Ascética e Mística assim descreve a ação do demônio sobre os homens: “Cioso de imitar a ação divina na alma dos Santos, esforça-se o demônio por exercer também o seu império ou antes a sua tirania sobre os homens. Às vezes assedia, por assim dizer, a alma por fora, suscitando-lhe horríveis tentações; outras vezes instala-se no corpo e move-o a seu talante, como se fosse senhor dele, a fim de lançar a perturbação na alma. No primeiro caso temos a obsessão, no segundo a possessão” (2).

Assim, enquanto mediante a obsessão (ver quadro ao final) o demônio atua externamente suscitando no homem tentações, grandes ou pequenas, mas sempre perigosas, pela possessão ele instala-se no corpo deste para perturbar a alma.

Eis a explicação, apresentada por Mons. Cristiani em sua referida obra, sobre a natureza e a causa da possessão:

“Não existe talvez fato mais extraordinário que o da possessão diabólica. Que tal fato existe é o que demonstram muitíssimas experiências. Sem dúvida, houve possessos desde muito tempo antes da vinda de Jesus Cristo à Terra. Houve possessos em torno dEle, como o Evangelho no-lo mostra. Na Igreja primitiva, foram inúmeros os casos, e a instituição da ordem dos exorcistas, entre os membros do clero, é uma boa prova disso. ....

“A teologia católica, baseada sobre os fatos de possessão demoníaca, tomou posição tão decidida a respeito deste problema, que chegou a elaborar uma teoria completa sobre o assunto. Assim, o Ritual Romano, livro oficial do cerimonial eclesiástico, explica os sinais pelos quais se conhece a autêntica possessão e dá os remédios necessários para combatê-la: os exorcismos” (3).

O mesmo autor afirma, no que concerne à possessão e suas causas, que não podemos escolher guia mais seguro e mais preciso que a obra de Mons. Saudreau, L’état mystique... et les faits extraordinaires de la vie spirituel (Paris, Amat, 2ª ed., 1921).

Natureza de um fenômeno estranho: a possessão

“Segundo Mons. Saudreau, a possessão nunca chega até a animação. Isto quer dizer que o demônio não substitui a alma do possesso, não dá vida ao corpo, mas, sem que saibamos como, apodera-se desse corpo, faz sua morada nele, quer seja no cérebro, quer nas entranhas, porém, em todo caso, no sistema nervoso. Não tira à alma, portanto, seu domínio normal sobre o corpo e sobre os membros; imprime às faces do rosto uma expressão desconhecida e que corresponde à ação do demônio.

“O demônio não está sempre presente no possesso. Entra nele quando quer. Provoca nele ataques. Um possesso poderá até ser liberado momentaneamente pelos exorcismos, e depois torna-se novamente presa do demônio. Em seu estado normal, o possesso é como todo mundo...

“Por outro lado, os demônios não atuam todos da mesma maneira, porque estão longe de ser totalmente iguais. Acreditava-se, não sem razão, que todos os deuses do paganismo eram demônios” (4). “Omnes dii gentium, daemonia”, diz a Escritura(Salmos 95, 5).

Múltiplas causas da possessão: o sortilégio ou bruxaria

“O bom senso popular colocaria na primeira fila das causas da possessão as faltas cometidas pelo possesso. Não é assim em absoluto. As causas de possessão são, na verdade, muito variáveis. ....

“Se os demônios fizessem livremente seus estragos entre os homens, a humanidade estaria transtornada, não seríamos mais donos de nossos destinos, a obra de Deus entre nós estaria desviada de seu objetivo. O fato é, em si, inconcebível e, por mais poderosos que sejam os demônios, a verdade é que ‘esses cães estão acorrentados’....

“Os demônios não atuam entre nós senão na medida em que obtêm -- como está escrito no Livro de Jó -- a permissão de Deus, soberano Senhor. O caso do mesmo Jó, submetido às infestações de Satanás, é uma boa prova de que não são as faltas da vítima que explicam suas penas.

“Por vezes, pode haver culpa do possesso, como reconhece Mons. Saudreau: ‘Uma pessoa ficou possessa em conseqüência de uma oração a Mercúrio, feita por ela, a conselho de uma velha curandeira’ (5).

“Em muitos casos pareceria que a origem da possessão teria sido um malefício. É o que o público denomina mais correntemente uma bruxaria. Mons. Saudreau é categórico neste ponto: ‘uma das causas mais freqüentes das vexações diabólicas é o malefício’. E esclarece: ‘os malefícios são os sacramentos do demônio’”.

“Pareceria que o demônio, depois de ter estabelecido seu ritual próprio para o lançamento de sortilégios, se vê obrigado a atuar quando o bruxo observa as formas que ele prescreveu.... Porém os malefícios não têm todos a mesma eficácia.

“No século XVII, em processo célebre, descobriu-se que os malefícios tinham por base assassinatos de crianças, pecados contra a natureza e missas sacrílegas” (6).

“A possessão pode ser e é seguramente, às vezes, uma prova permitida por Deus, como no caso do santo homem Jó ou no do Cura d’Ars; sem que tenha havido falta por parte do infestado ou do possesso e sem que haja ocorrido malefício.

“Em suma, os casos de possessão são casos extremos de um fato imenso que se estende por todo o universo espiritual: a luta do bem contra o mal, da Cidade de Deus contra a Cidade de Satanás” (7).

Como combater a possessão

O autor francês refere-se a seguir ao exorcismo como o meio de combater a possessão:

Como dissemos, o remédio que Deus quis para a possessão é o que chamamos exorcismo, que significa conjuro. Porém, existem regras muito precisas para praticar o exorcismo.

“Se a pessoa manifesta em si a presença de uma inteligência diferente da sua, existe possessão e não enfermidade. O Ritual Romano traz precisões sobre este ponto essencial. E acrescenta: ‘Os demônios suscitam todos os obstáculos que podem impedir que o paciente seja submetido a exorcismos’” (8).

O cânon 1172 do Código de Direito Canônico contém disposições concernentes aos exorcismos.

O demônio no Antigo e no Novo Testamento

O demônio é mencionado freqüentemente no Antigo Testamento, por exemplo, no Livro de Isaías: “Como caíste do céu, ó astro brilhante, que, ao nascer do dia, brilhavas?” (Is 14, 12).

O Apocalipse -- o último livro do Novo Testamento, escrito pelo Apóstolo São João Evangelista -- assim descreve a queda de Lúcifer e dos anjos rebeldes:

“E houve no Céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; porém, estes não prevaleceram; e o seu lugar não se achou mais no Céu. E foi precipitado aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama o Demônio e Satanás, que seduz todo o mundo; e foi precipitado na terra, e foram precipitados com ele os seus anjos” (Apoc. 12, 7-9).

Incapazes de amor, os demônios encontram-se ligados pelo ódio mútuo e ódio a todas as coisas. Por isso, tramaram também a perdição do gênero humano.

“Satanás, invisível agente pessoal, inimigo do homem, que o conduz à perdição, afastando-o de Deus” (9).

Adão e Eva cederam à tentação diabólica

“Sereis como deuses conhecendo o bem e o mal”(Gn 3, 5). Esta foi a frase que a astuta serpente disse a Eva. E, assim, Adão e Eva se deixaram seduzir.

A propósito, observa o renomado escritor e polemista francês Mons. Henri Delassus: “Desde a criação do gênero humano, o homem se extraviou. Em vez de crer na palavra de Deus, e de obedecer à sua ordem, Adão escutou a voz sedutora que lhe dizia para colocar o seu fim em si mesmo, na satisfação de sua sensualidade, nas ambições do seu orgulho” (10).

Diz piedosa tradição que Adão e Eva fizeram penitência numa caverna do monte Calvário, que tem esse nome porque ali foi descoberta a caveira do primeiro homem (cfr. Lc 23, 33). Realmente, debaixo do Calvário e ocupando o mesmo espaço do Gólgota, hoje encontra-se a capela de Adão, na qual estiveram também, até 1808, os sepulcros de Godofredo de Bouillon, que conquistou a Cidade Santa, e de seu irmão Balduíno, primeiro rei católico de Jerusalém.

“Por sua vida penitente, Adão e Eva são considerados santos e sua festa celebra-se a 19 de dezembro. Dois de seus filhos, Caim e Abel, constituem o primeiro exemplo de divisão do gênero humano: Abel é o exemplo dos fiéis que caminham para o Bem, e Caim, dos que caminham para o Mal” (11).

Os demônios conspiram contra o homem porque não podem tolerar que ele tenha sido redimido pelo Verbo Divino que se encarnou no seio puríssimo de Maria, unindo-se à natureza humana.

O pecado original foi uma vitória de Satanás sobre o homem. Mas a Redenção foi a vitória de Jesus Cristo sobre Satanás. Assim, Deus não consentiu que o demônio arrastasse todos os homens para o seu reino.

Pode-se falar num Império de Satanás?

Não se pode pôr em dúvida, entretanto, que Satanás tenha o seu Império, considerando-se o termo latino imperium no seu significado político-jurídico: “Imperium é o vocábulo empregado, em amplo sentido, para significar o supremo poder, ou a suprema autoridade, conferida a certas instituições ou a certas pessoas. Indica, assim, o próprio poder conferido ao imperador, em virtude do qual exerce sua autoridade soberana em todo território onde se situam ou limitam os domínios imperiais, em relação a todas as coisas ou a todas as pessoas” (12).

Ora, Satanás manda nos diabos e nos homens que a ele se entregam pelo pecado. Ensina Nosso Senhor que “todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8, 34). E o Império de Satanás possui seu território, seu âmbito de competência e sua área de jurisdição. Tem sua metrópole e suas colônias. A metrópole é o Inferno, mas, pelo menos em potência, seu área de expansão colonial abarca toda a Terra habitável.

Em geral, fora do Inferno, à primeira vista não parece que Satanás exerça verdadeiro império sobre um território, mas apenas sobre pessoas. No entanto, se atentarmos bem ao que acontece, verificaremos que, embora de forma temporária e não permanente, há nações que se comportam, durante longos períodos de tempo, como verdadeiras colônias do Império infernal, tal é a dominação que ele exerce sobre o povo no seu conjunto. Em outros lugares, não possui Satanás debaixo de suas ordens senão minorias nacionais dispersas, mais numerosas ou menos; mas há nações em que as maiorias e os governos vivem como que subjugados por ele.

Exemplo frisante disso foi a extinta e desditosa U.R.S.S. A respeito do regime que nela imperava, Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lvov e líder da Igreja Católica na Ucrânia durante as perseguições de Lênin e Stalin, escreveu à Santa Sé uma carta, na qual figura uma frase bastante significativa: “Este regime só pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E pediu ao Papa Pio XI que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo que “exorcizassem a Rússia soviética”. O Prelado ucraniano faleceu em 1944, estando atualmente em andamento seu processo de beatificação(cfr. Catolicismo, no 590, fevereiro 2000, p.19).

A questão levantada pelo Arcebispo ucraniano não se colocaria hoje, talvez até com mais razão, em alguns lugares do mundo, uma vez que o processo revolucionário multissecular de destruição da civilização cristã não fez senão acentuar-se intensamente desde então? Assim, não estaríamos assistindo, em escala crescente, a um fenômeno de possessão coletiva, ao menos em largas esferas do mundo atual?

Questão ainda mais delicada: pode o demônio insinuar-se dentro da própria Igreja de Jesus Cristo, em certos períodos de grande provação e pecado? Para responder com segurança a tal pergunta seria preciso que teólogos – autênticos teólogos de ortodoxia ilibada – o estudassem com cuidado e se pronunciassem a respeito. Mas a pergunta não pode deixar de ser levantada tendo em vista o memorável pronunciamento de Paulo VI sobre as calamidades na fase pós-conciliar da Igreja, feito em 29 de junho de 1972, na Alocução "Resistite fortes in fide", que citamos aqui na versão da Poliglotta Vaticana (maiúsculas nossas):

O Pontífice, "referindo-se à situação da Igreja de hoje, afirmou ter a sensação de que `por alguma fissura tenha entrado a fumaça de Satanás no templo de Deus'. Há a dúvida, a incerteza, o complexo dos problemas, a inquietação, a insatisfação, a confrontação. Não se confia mais na Igreja; confia-se no primeiro profeta profano que nos venha falar, por meio de algum jornal ou movimento social, a fim de correr atrás dele e perguntar-lhe se tem a fórmula da verdadeira vida. E não nos damos conta de que já a possuímos e somos mestres dela. Entrou a dúvida em nossas consciências, e entrou por janelas que deviam estar abertas à luz. .... Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio, pelo contrário, um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de indagação, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos afastamos sempre mais uns dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de enchê-los. Como sucedeu isto? O Papa confia aos presentes um pensamento seu: o de que tenha havido a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o diabo, este misterioso ser ao qual também alude São Pedro em sua Epístola" (Cfr. Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, pp. 707-709).

O Império de Satanás possui os seus cidadãos

Entre os homens, ao Império de Satanás pertence aquele que o deseje: é suficiente um pecado mortal para adquirir cidadania nesse Império; e para nele permanecer, basta a falta de contrição, que se torna muito fácil pela preguiça ou má vontade em encarar de frente o próprio pecado, reconhecê-lo e humildemente acusá-lo no tribunal da Confissão.

A cidadania infernal concede o “direito” de satisfazer todos os apetites da concupiscência, e de praticar todos os pecados mortais correspondentes, enquanto houver saúde e dinheiro. Em troca, os deveres impostos por esse Império cumprem-se geralmente depois da morte, e consistem em suportar o insuportável fogo eterno... Por outro lado, basta o verdadeiro arrependimento dos pecados e o sacramento da Confissão para livrar-se da tirania desse Império.

Quanto à principal tática do demônio para atuar internamente na Igreja, desde que Ela foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, é a disseminação das heresias.

O conhecido historiador francês do início do século XX, Pe. Emmanuel Barbier, comenta a esse respeito: “O flagelo da heresia decorre de duas fontes. As primeiras conquistas da Igreja haviam sido feitas sobre o elemento judeu e sobre o elemento pagão. Aqueles que aceitaram o Evangelho, nele não reconheceram toda a divina salvação, que é preciso receber simplesmente, sem acréscimo e sem atenuação. Muitos misturaram à doutrina cristã outros ensinamentos e deram assim nascimento às heresias. Estes ensinamentos estranhos estavam incrustados quer no judaísmo, quer no paganismo” (13).

“O número dos tolos é infinito”: o gosto de ser enganado

Diz antigo provérbio que o mundo quer ser enganado, e por isso, em todas as idades houve embusteiros que trataram de satisfazer esse desejo das massas. E o demônio pode utilizar-se desses embusteiros para afastar as pessoas da verdadeira Fé.

A essa má inclinação, as Sagradas Escrituras acrescentam que “os perversos dificultosamente se corrigem e o número dos tolos é infinito” (Ecl 1, 15).

Quando o embuste se vela sob formas religiosas ou misteriosas e atua por meio de agentes de mistificação com poderes desconhecidos ou preternaturais, então ele pode arraigar-se de tal modo no coração, que a luz claríssima da verdade dificilmente consegue arrancá-lo da imaginação popular.

Exemplo frisante de estultice popular o leitor encontrará nos episódios vividos pelo Profeta Daniel (Dn 14, 1-42). Depois dele desmascarar o falso deus Baal dos babilônios, estes o quiseram matar!...

* * *

É ótima defesa contra o demônio usar sobre si a Medalha Milagrosa, o Escapulário do Carmo, o Agnus Dei, a Medalha de São Bento (ver quadro ao final), a água benta etc. De nada adiantarão, porém, se a pessoa não se empenhar na observância dos Mandamentos.

O Pe. Gabriele Amorth -- de quem falaremos adiante -- assim se refere ao uso da Medalha Milagrosa: “Constatei em várias ocasiões a eficácia das medalhas que as pessoas usam com fé. Bastaria falar da Medalha Milagrosa difundida em milhões de exemplares no mundo depois da aparição da Virgem a Santa Catarina Labouré (Paris, 1830); se falássemos das graças prodigiosas recebidas através dessa simples medalhinha, nunca mais acabaríamos” (14).

Cultos afro-asiáticos de conotação satanista na atualidade

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira observava que “o homem gosta de meias verdades, mas tem horror à verdade total”. E Donoso Cortez, renomado escritor, filósofo e sociólogo espanhol, diz que “o espírito humano tem fome de absurdo e de pecado” (cfr. Obras Completas: Ensaio sobre o Catolicismo, B.A.C., Madrid, 1946, Tomo 2, p. 377).

É por isso que a grande maioria dos homens prefere o caminho fácil das meias verdades, desembocando em religiões falsas. O demônio os atrai como pode, explorando suas más tendências e seus vícios. Assim, a uns conseguirá arrastar diretamente para o satanismo radical dos sacrifícios cruentos. A outros, atrairá para as formas mais veladas de falsa religiosidade que parecem benignas, às vezes sob a capa de filantropia ou de bem espiritual, como certas práticas hinduístas.

Exemplo típico, entre muitos, de satanismo cruento, é o caso de uma vendedora do Rio de Janeiro que declarou ter matado a própria filha de três anos em um ritual de magia negra. Ela foi presa com o concubino e a mãe de santo, que também teriam participado do crime, no litoral fluminense (cfr. “O Estado de São Paulo”, 15-1-99).

A difusão de cultos afro-asiáticos de conotação satanista é hoje uma realidade. No Uruguai, por exemplo, a umbanda é a prática religiosa que mais cresce, a tal ponto que a festa de Iemanjá é a mais popular do país, atraindo para as praias centenas de milhares de praticantes desse culto de origem africana (cfr. “Folha de S. Paulo”, 27-11-99).

Mesmo aqueles que procuram esses cultos por razões folclóricas ou turísticas, arcam com o risco de ser envolvidos por eles e sofrerem as conseqüências.

Espiritismo umbandista

D. Frei Boaventura Kloppenburg O.F.M., Bispo de Novo Hamburgo (RS), explica: “Não podemos indicar uma data exata para a aparição, entre nós, daquilo que hoje se chama espiritismo de Umbanda. Movimentos populares, de origem nitidamente africana, com fachadas cristãs, mas fortemente paganizadas e diretamente influenciadas pelas práticas espíritas, aos poucos se aglutinaram e continuam a coordenar-se ainda hoje, para formar a umbanda (palavra africana que significa feitiçaria). O Batuque do Sul, a Macumba do Rio, o Candomblé da Bahia, o Xangô de Pernambuco, o Catimbó do Nordeste, o Nagô ou as Casas de Minas do Maranhão, a Pajelança da Amazônia: eis a matéria remota desse novo tipo de Espiritismo. Os Kardecistas não toleram que se qualifique a Umbanda como espírita. Mas os próprios umbandistas continuam a proclamar empenhadamente que também eles são verdadeiros espíritas. A Federação Espírita Brasileira, numa solene declaração, publicada no órgão oficial Reformador, de julho de 1953, página 149, acabou concedendo aos umbandistas o ‘privilégio’ de se chamarem espíritas” (15).

Evocar os mortos: proibição formal da Igreja

Em sua obra Sobre a heresia espírita, o mesmo autor acrescenta: “A prática generalizada pelo espiritismo de evocar os mortos não é recente. O espiritismo atual é a continuação da magia e da necromancia de tempos idos. Já no Antigo Testamento existem testemunhos das consultas aos mortos praticadas pelos hebreus” (16).

E prossegue: “Mas o fim visado foi sempre o mesmo: evocar os mortos, para deles saber alguma coisa. O espiritismo moderno, portanto, é a magia ou a necromancia da Antigüidade. Ora, consta de textos insofismavelmente claros do Antigo Testamento que Deus proibiu, sob as mais severas penas, semelhantes práticas de necromancia e magia” (17).

Eis abaixo alguns textos da Sagrada Escritura, que condenam severamente a necromancia e a magia:

· Êxodo 22, 18: “Não deixarás viver os feiticeiros”.

· Levítico 20, 27: “O homem ou a mulher em que houver espírito pitônico ou de adivinho, sejam punidos de morte. Apedrejá-los-ão, o seu sangue cairá sobre eles”.

· Lev. 19, 31: “Não vos dirijais aos magos, nem interrogueis os adivinhos, para que vos não contamineis por meio deles. Eu sou o Senhor vosso Deus”.

· I Reis 28, 5-25: Estes versículos narram a história do rei Saul, que foi consultar uma pitonisa. A conseqüência do episódio inteiro é exposta no I Livro dos Paralipômenos 10, 3: “Morreu, pois, Saul, por causa das suas iniqüidades, porque tinha desobedecido ao mandamento que o Senhor lhe tinha imposto e não tinha observado; e além disso tinha consultado a pitonisa e não tinha posto a sua esperança no Senhor; por isso Ele o matou, e transferiu o seu reino para David, filho de Isaí”.

· IV Reis 17, 17: “E consagraram seus filhos e suas filhas por meio do fogo, e entregaram-se a adivinhações e agouros, e abandonaram-se a fazer o mal diante do Senhor, provocando a sua ira”.

· Isaías 8, 19-20: “E quando vos disserem: Consultai os pitões e os adivinhos, que murmuram em segredo nos seus encantamentos: Acaso não consultará o povo ao seu Deus, há de ir falar com os mortos acerca dos vivos? Antes à Lei e ao Testamento que se deve recorrer. Porém, se eles não falarem na conformidade desta palavra, não raiará para eles a luz da manhã”.

Em vista do acima exposto, decorre a proibição divina de evocar os mortos e consultar médiuns, macumbeiros, gurus, cartomantes. Tal proibição é clara, repetida, enérgica e severíssima.

O espiritismo: verdadeira heresia

Em face dessa tão radical negação de toda a doutrina cristã, o Episcopado Brasileiro, reunido no VI Congresso Eucarístico Nacional (1953), presentes os Senhores Cardeais, Arcebispos, Bispos e Prelados e o Representante da Nunciatura Apostólica, Mons. João Ferrofino, determinou que: “Os espíritas devem ser tratados como verdadeiros hereges” (18).

O que vem a ser, pois, o herege? É aquele que, após o batismo, nega com pertinácia qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou duvida pertinazmente a respeito dela, uma vez que o Direito Canônico assim define a heresia: “Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela” (cân. 751).

É essencial ao herege, pois, negar com pertinácia. Não seria herege quem negasse uma verdade sem obstinação, sem saber que se trata de verdade de Fé. Portanto não são hereges, nem podem ser tratados como tais, todos aqueles que, por ignorância e iludidos pela falaz propaganda espírita, aderiram ao espiritismo. Mas se, avisados, persistirem no espiritismo, tornam-se pertinazes, e, portanto, hereges, devendo conseqüentemente ser tratados como tais.

Em seu livro acima mencionado, D. Frei Boaventura Kloppenburg conclui que “é sem dúvida severo e inexorável o modo de tratar os espíritas. Mas é uma medida necessária e justa. .... O modo como continuam a evocar os mortos equivale a uma insurreição aberta contra Deus e a Igreja” (19).

Por isso, “os espíritas excluíram-se a si mesmos da Igreja” (20).

Condenações do reencarnacionismo há muitos séculos

“Reencarnação é o termo usado para indicar a passagem da alma de um a outro corpo humano. Há um significado mais restrito da metempsicose, que indica a transmigração da alma humana através de vários corpos dos homens, dos animais, das plantas etc” (21).

“No século IV, Orígenes tentou apresentar esta doutrina como sendo católica, inspirando-se em Platão, levantando-se contra ele uma forte polêmica. Ela foi condenada pelo Concílio de Constantinopla no ano de 543 (Papa Virgílio). O absurdo da reencarnação foi posto a nu em declarações inequívocas do Magistério Eclesiástico, segundo o qual, após a morte, cada indivíduo é julgado e recebe um destino eterno irrevogável(cfr. II Concílio de Lyon, ano 1274; Constituição Apostólica Benedictus Deus, de Bento XII, 29-1-1336; Decretum pro graecis, do Concílio de Florença, 4-6-1439)” (22).

“Um decreto do Santo Ofício, de 4 de agosto de 1856, declara ilícita, herética e escandalosa a prática de evocar as almas dos mortos, receber respostas etc.; a declaração da S. Penitenciária (1º de fev./1882), declara ilícito assistir, ainda que passivamente, às consultas e jogos espíritas. Leão XIII proibiu a leitura e a posse dos livros nos quais se ensina ou se recomenda o sortilégio, a adivinhação, a magia, a evocação dos espíritos e semelhantes superstições” (23).

Faltam exorcistas autênticos

O Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial da Diocese de Roma, esclarece em seu ensaio Um exorcista conta-nos: “O demônio faz tudo para não ser descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar o paciente e o exorcista” (24).

E acrescenta: “Os exorcistas na Itália são pouquíssimos, e os que estão preparados, ainda são menos. A situação noutros países é ainda pior, por isso têm-me procurado para a bênção pessoas vindas da França, Áustria, Alemanha, Suíça, Espanha e Inglaterra, onde -- a se acreditar no que me dizem -- não conseguiram encontrar um exorcista. Incúria dos bispos e dos sacerdotes?” (25).

“Hoje em dia a Pastoral, neste setor e no mundo católico, está completamente descurada. Não era assim no passado. Cada Catedral devia ter um exorcista, do mesmo modo que tem um confessor, e deviam ser tanto mais numerosos os exorcistas, quanto maiores fossem as necessidades: nas paróquias mais importantes, nos santuários” (26).

“Minha experiência direta leva-me a afirmar que novos fatores estão na origem do aumento considerável das vítimas do Maligno. Em primeiro lugar, analisemos a situação do mundo consumista do Ocidente em que o sentido materialista e hedonista da vida fez com que muita gente perdesse a fé. Penso que sobretudo na Itália uma grande parte da culpa cabe ao comunismo e ao socialismo que, com as doutrinas marxistas, dominaram nestes últimos anos a cultura, a educação e o mundo do espetáculo” (27).

“A magia e o espiritismo são incentivados por vários canais de televisão. Acrescentem-se ainda os jornais e os espetáculos de horror, em que ao sexo e à violência se aliam mesmo um sentido de perfídia satânica e a difusão de certas músicas de massa que invadem o público até à obsessão. Faço aqui muito particularmente referência ao rock satânico ....” (28).

“Os Exorcismos são esconjuros ou mandados imperativos que o ministro autorizado pela Igreja faz em nome de Deus contra o demônio, para que abandone as pessoas por ele possuídas ou cesse de infestar pessoas ou coisas, ainda que inanimadas” (29).

Visão de Leão XIII: crescente atuação diabólica no mundo

E ainda o mesmo autor diz:

“Muitos de nós recordamos que, antes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, os celebrantes e os fiéis, no fim de cada missa, ajoelhavam-se para rezar uma oração a Nossa Senhora e outra a São Miguel Arcanjo:

‘São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxílio contra a malícia e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas.’

“Como é que nasceu esta oração? Transcrevo o artigo escrito pelo Pe. Domenico Pechenino na revista Ephemerides Liturgicae, 1955, pp. 58-59: Não me lembro exatamente do ano. Uma manhã, o grande Pontífice Leão XIII tinha celebrado a S. Missa e estava a assistir a uma outra de ação de graças, como de costume. De repente, viu-se ele virar energicamente a cabeça, depois de fixar qualquer coisa intensamente, sobre a cabeça do celebrante. Finalmente, voltando a si, bate ligeira, mas energicamente com a mão, levanta-se. Dirige-se ao seu escritório particular. Daí a uma meia hora, manda chamar o Secretário da Congregação dos Ritos, e estendendo-lhe uma folha de papel, manda fazê-la imprimir e enviar a todos os Ordinários do mundo. Que assunto continha? A oração que rezávamos no fim da missa com o povo” (30).

Apesar dos embustes do sincretismo religioso, a doutrina católica não mudou

Ora -- poderia objetar algum leitor --, há eclesiásticos que abrem os braços e dialogam amigavelmente com macumbeiros e espíritas.

Infelizmente é bem verdade que, sobretudo nos últimos 30 ou 40 anos, muitas declarações e atitudes de membros do clero parecem em contradição com a doutrina acima exposta.

Uma conferência anual de padres e Bispos negros realizada em Salvador, em julho do ano passado, incluiu uma visita aos dois principais terreiros de candomblé. Chocado com isto, o Pe. Pierre Mathon anunciou que celebraria uma missa de repúdio às práticas religiosas que descreveu como demoníacas, e acusou o clero em questão de desviar-se da única Fé verdadeira. “O diálogo é bom, mas fechar os olhos aos padres católicos que recebem as bênçãos de sacerdotes do cadomblé é simplesmente inaceitável”, afirmou o Pe. Mathon durante sermão em Salvador. E acrescentou: “Esses padres são a própria Igreja e estão dando um mau exemplo”. ....

É o que confirma o próprio Arcebispo Primaz de Salvador, D. Geraldo Majella, que atribui as manifestações de sincretismo religioso presentes na Bahia à “.... falta de conhecimento mais profundo da Religião e da Fé católica. Conseqüentemente, acreditam que qualquer coisa vale, que tudo está bem, que você pode misturar a Fé da Igreja com um outro credo, como se fosse algum tipo de mescla”, comentou em declarações reproduzidas por Larry Rohter no “The New York Times” (31).

Convém insistir, portanto, que o sincretismo -- fusão de várias formas e opiniões religiosas (32) -- apresenta-se como um “fenômeno universal em relação aos problemas religiosos mais graves, especialmente no que se refere ao judaísmo e ao cristianismo” (33). Mistura os Santos da Religião Católica com personagens, míticos ou não, de outras religiões, sejam elas o espiritismo, o candomblé, a macumba, ou qualquer outro culto pagão. Trata-se de um artifício de que pode servir-se o diabo para enganar os incautos, especialmente as pessoas que vivem na ignorância religiosa.

Além do sincretismo, é inquietante a difusão considerável que a superstição, a magia e o ocultismo vêm alcançando em nossos dias, como veremos a seguir.

Tão universal é o fenômeno, que recente notícia da agência Zenit menciona o espantoso avanço do esoterismo e da magia no país em que se encontra o próprio centro da Igreja Católica e da Cristandade:

“No mínimo inquietantes: assim são os dados oferecidos no Congresso sobre Superstição, Magia e Satanismo na Úmbria, organizado pelo Instituto Teológico de Assis. Os números falam por si mesmos: mais de 12 milhões de italianos recorrem a um mago pelo menos uma vez por ano, mais mulheres do que homens, 40% com estudos secundários, 30% com estudos universitários superiores. A Agencia ANSA cita Mons. Ennio Antonelli, secretário-geral da Conferência Episcopal italiana: ‘com a taxa de 8 por mil do imposto sobre a renda que se destina às igrejas e religiões, a Igreja Católica recebe 500 milhões de dólares, por ano, enquanto a quantia faturada pelo mundo do ocultismo chega a 750 milhões de dólares’ (34).

A nós, católicos leigos, cumpre, nas tristes circunstâncias atuais, redobrar os esforços para esclarecer o próximo sobre a expansão das várias formas de cultos satânicos que vão corroendo o catolicismo no Brasil. Peçamos a Nossa Senhora Aparecida e a São Miguel Arcanjo que nos dêem toda proteção e ajuda nessa luta contra o Império de Satanás.

Obsessão: tentações mais intensas e prolongadas

“A obsessão é em substância uma série de tentações mais violentas e duradouras que as tentações ordinárias. É externa quando atua sobre os sentidos externos, por meio de aparições; internas, quando provoca impressões íntimas. É raro que seja puramente externa, visto o demônio não atuar sobre os sentidos senão para perturbar mais facilmente a alma. Há, contudo, Santos que, pelo fato de serem obsedados exteriormente por toda a qualidade de fantasmas, conservam na alma uma paz inalterável”.
Ad Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, Livraria Apostolado da Imprensa, 4ª edição, 1948, Porto, p.858.

A Medalha de São Bento

Propagada em todo o mundo há mais de trezentos anos pelos monges beneditinos, e aprovada pelo Papa Bento XIV em 1742, a Medalha de São Bento tornou-se célebre por sua extraordinária eficácia no combate aos demônios e suas manifestações; protege contra malefícios de toda espécie, doenças contagiosas, picadas de serpentes e outros animais venenosos; protege também os animais domésticos e veículos. Aprovada e louvada pelos Papas, a Medalha de São Bento possui a força exorcística da Santa Cruz do Redentor - o sinal de nossa salvação.

Dom Próspero Guéranger O.S.B., A Medalha de São Bento, Artpress, 1999, São Paulo.



Notas

(*) São Pedro compara o demônio a um leão rugidor que gira em torno dos homens para tentar devorá-los (cfr. I Petr. 5, 8 e 9).

(**) Cfr. Charles Baudelaire, poeta francês satanista (1821-1867): “A melhor astúcia do diabo é fazer-nos crer que não existe”.

1. Monsenhor Cristiani, Presencia de Satán en el mundo moderno, Ediciones Penser, Buenos Aires, 1962, pp. 94-95. Tradução castelhana da edição original francesa (Éditions France-Empire, Paris, 1959) por Marta Acosta Vam Praet.

2. Ad Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, 4ª ed., Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, Portugal. Tradução Portuguesa da 5ª edição (1920) do original francês pelo Pe. Dr. João Ferreira Fortes.

3. Cfr. Monsenhor Cristiani, op. cit. pp. 63 e 64.

4. Op. cit., pp. 64-65.

5. Op. cit., pp. 65-66.

6. Op. cit., pp. 67-68.

7. Op. cit., pp. 68, 69-70.

8. Op. cit., pp. 70, 71-72.

9. Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 10, p. 1948.

10. Mons. Henri Delassus, La Conjuration Antichrétienne; Desclée, De Brouwer et Cie., Lille, 1910, tomo 1, p. 12.

11. Cfr. John L. McKenzie S. J., Dicionário Bíblico, São Paulo, Paulinas, 4ª ed., 1983, pp. 2 e 133).

12. De Plácido e Silva, Vocabulário Jurídico, Livraria Forense, Rio de Janeiro, 10ª ed., 1987, vol. 1, p. 420.

13. Abbé Emmanuel Barbier, Histoire Populaire de L’Église, P. Lethielleux, Éditeur, Paris, 1910, pp. 181-182.

14. Pe. Gabriele Amorth, Um exorcista conta-nos, Paulinas, Lisboa, 3ª ed., 1998, p. 57.

15.Frei Boaventura Kloppenburg O. F. M., O Espiritismo no Brasil, Estudos 1, Vozes, Petrópolis, 1960, p. 51

16. Idem, Sobre a Heresia Espírita, Vozes, 4ª ed., 1957, p. 23.

17. Idem, ibidem.

18. Op. cit., pp. 9-18.

19. Op. cit., p. 16.

20. Op. cit., p. 17

21. Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 10, p.677.

22. Idem, p.678.

23. Enciclopedia Cattolica, vol. 11, p. 1135 e ss.

24. Pe. Gabriele Amorth, op. cit., p. 97

25. Op. cit., p. 21.

26. Op. cit., p. 22.

27. Op. cit., p. 59.

28. Op. cit., p. 60.

29. Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1950, vol. 5, p. 596.

30. Pe. Gabriele Amorth, op. cit., pp. 43-45.

31. Larry Rother, Relação com candomblé divide católicos da Bahia, “The New York Times”, 12. 01. 2000.

32. The Catholic Encyclopedia, The Universal Knowledge Foundation, Inc. New York, 1912, vol. 14, p. 383.

33. Enciclopedia Cattolica, Città del Vaticano, 1953, vol. 11, p. 662.

34. Agência Zenit, Roma, 10-5-2000.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA ATUAR NO MINISTÉRIO DE LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL


1º Submetermo-nos a Deus (significa aumentar a obediência e sujeitar-se).

a) A obediência a Deus e a sua palavra é fundamental para o “ministério de libertação”.
b) O ministro não deve questionar as ordens de Deus, mas deve obedecer de coração custe o que custar.
c) Precisamos reconhecer a Jesus como o único Senhor da nossa vida.
d) Alguns de nós temos dificuldades de se submeter ao Pai Celeste, quando fazemos comparação ao nosso pai humano; por isso devemos ser persistentes em romper com estas dificuldades, pois somos novas criaturas e possuímos um novo Pai (João 1:11-12).

2º Resistir ao Demônio (significa oposicão ao pecado,a mentira, etc).

a) A falta de persistência tem sido a maior vantagem de satanás para com os cristãos.

b) A persistência em se movimentar contra as trevas é fundamental para se obter a vitória. Precisamos aprender a ser persistentes, esta deve ser uma ação “contínua” na vida dos que querem servir neste ministério.

c) Na batalha espiritual diária, devemos ser persistentes em:
· examinar nossa consciência perdoando nossos desafetos.
· sermos frequentes na Oração e na Confissão Sacramental (quando necessária).
· Comunhão diária.

d) Exemplos bíblicos de persistências na batalha espiritual:
· Jesus (Mateus 4:1-11; Marcos 5:1-20).
· Apóstolo São Paulo(2 Coríntios 12:7-10).
· São Miguel Arcanjo (Judas 9; Apocalipse 12:7-8).
· Mulher Cananéia (Mateus 15:21-28).

e) Exemplo de uma má persistência na batalha espiritual:
· Adão e Eva (Gêneses 3).
· Discípulos (Mateus 17:14-21).
· Pedro (Mateus 16:21-23).
· Judas (Lucas 22:3-4).
· Sete filhos de Eva (Atos 19:13-17).

f) Só haverá vitória para os persistentes.



g) Ter uma vida pessoal de oração é fundamental.
A meta é buscar a intimidade com Deus. A nossa vida particular de oração é o principal barômetro usado para medir a qualidade da nossa vida com Deus.

DESFRUTE DA ORAÇÃO:

O tempo ------------------------ O bastante para se deleitar com Deus.
O lugar -------------------------Um lugar tranqüilo
A atitude ---------------------- Creia no Deus da Misericórdia.
O formato ----------------------- Santo Rosário e Adoração ao Santíssimo Sacramento.
A qualidade --------------------- Seja objetivo, claro e sincero.
O jejum -------------------------- Nos molda e nos faz íntimos com Deus.


(h) Purificar as Mãos e Limpar o Coração através da Confissão

- Purificar as mãos refere-se aquilo que fazemos, ou seja, as nossas atitudes.
- Limpar o coração refere-se aquilo que pensamos. Ao que se passa em nossa mente.
- O soldado ferido, machucado, desajustado, desequilibrado, cheio de pecados, não pode ir ao campo de batalha. É necessário, primeiramente, estar com a vida em ordem.
- Santidade significa ter ódio ao pecado, amar a Jesus e ao próximo.

ORAR POR CURA É UM ATO DE AMOR

Jesus veio ao mundo para nos salvar de tudo, para nos curar de toda e qualquer enfermidade: "O Espírito de Deus está sobre mim porque ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me para proclamar aos cativos a libertação e aos cegos a recuperação da vista, para restituir aos oprimidos a liberdade, e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lc 4,17c-19).

Tipos de cura

"Levando em conta que o homem tem três dimensões: corpo, alma e espírito (cf. 1Ts 5,23), compreendemos que existem os males físicos, os da alma ou interiores e os espirituais. Se somos atingidos em qualquer área interior, necessitamos de uma cura interior; se somos atingidos em nosso espírito, contaminando-nos com falsas doutrinas e apartando-nos da sã doutrina da salvação, precisamos de uma cura espiritual ou libertação; se somos atingidos no corpo com alguma enfermidade, necessitamos de uma cura física." (Perdigão, 2002).

No Manual do Ministério de Cura e Aconselhamento da Comunidade Shalom, as autoras afirmam que "todo ser humano, uns mais outros menos, tem necessidade de cura interior; isto porque todos temos feridas internas, muitas vezes ocultas, imperceptíveis, mas que podem influenciar de modo muito negativo nosso caráter, nosso comportamento, as nossas vidas, impedindo-nos de alcançar a integridade emocional, ou seja, de viver uma vida emocional equilibrada e relacionamentos sadios, e de crescer em santidade." (Mohana e Perdigão, 2000, p. 31).

Perfil do ministro de cura

Somente quem experimenta o Amor pode transbordá-lo. Só quem vivenciou a dor pode penetrar no mistério da dor dos irmãos. "O sofrimento, tão presente no nosso mundo, sob tantas formas, também está presente para desencadear no homem o amor, o dom de si mesmo em favor dos que sofrem. O mundo do sofrimento humano anseia, sem cessar, um outro mundo diverso: o mundo do amor humano. A pessoa que sofre é capaz de compadecer-se do outro que sofre igualmente. E provavelmente deve esta compaixão e doação de si ao seu próprio sofrimento, ou seja, realiza com mais verdade o 'colocar-se no lugar do outro que sofre'" (Mohana e Perdigão, 2000, p. 94).

Por isso, este é um ministério muito especial, e o ministro necessita de amadurecimento humano, de uma vida de profunda intimidade com Deus - através da oração pessoal e estudo da Palavra diários, da freqüência aos sacramentos, sobretudo Eucaristia e Confissão, e amizade com Maria - e de uma grande dedicação. O nosso olhar precisa sempre ser purificado pelo Espírito Santo, nossas palavras devem ter a suavidade mariana e todo o nosso ser precisa estar voltado para Cristo Jesus, nosso único Salvador, e centrado nele.

Isso nos faz focalizar os acontecimentos da vida de cada irmão ou irmã na ótica de Deus e não na nossa limitada visão humana. Na vida do que crê, nada é em vão nem por acaso; cada acontecimento é permissão de Deus, por isso, deve ser transformado em um grande louvor, mesmo aquilo que consideramos mau! "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28).

domingo, 5 de junho de 2011

POR SUA MORTE CRISTO NOS DEU A VIDA (DO CAT. IGREJA CATÓLICA)

§550 O advento do Reino de Deus é a derrota do

reino de Satanás: "Se é pelo Espírito de Deus que

eu expulso os demônios, então o Reino de Deus

já chegou a vós" (Mt 12,28).

Os exorcismos de

Jesus libertam homens do domínio dos demônios.

Antecipam a grande vitória de Jesus sobre "o

príncipe deste mundo". É pela Cruz de Cristo que

o Reino de Deus seria definitivamente estabelecido:

"Regnavit a ligno Deus - Deus reinou do alto do

madeiro".

§566 A tentação no deserto mostra Jesus, Messias

humilde que triunfa sobre Satanás por sua total

adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.

§635 Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a

fim de que "os mortos ouçam a voz do Filho de

Deus e os que a ouvirem vivam" (Jo 5,25). Jesus,

"o Príncipe da vida", "destruiu pela morte o

dominador da morte, isto é, O Diabo, e libertou

os que passaram toda a vida em estado de

servidão, pelo temor da morte" (Hb 2,5). A partir

de agora, Cristo ressuscitado "detém a chave da

morte e do Hades" (Ap 1,18), e "ao nome de

Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos

Infernos" (Fl 2,10).

Um grande silêncio reina hoje na terra, um

grande silêncio e uma grande solidão. Um grande

silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e

65

acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e

foi acordar os que dormiam desde séculos... Ele

vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha

perdida. Quer ir visitar todos os que se

assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai

libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e

para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva

com ele cativa. "Eu sou teu Deus, e por causa de

ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes,

pois não te criei para que fiques prisioneiro do

Inferno: Levanta-te dentre os mortos, eu sou a

Vida dos mortos."

§1086 "Assim como Cristo foi enviado pelo Pai,

da mesma forma Ele mesmo enviou os apóstolos,

cheios do Espírito Santo, não só para pregarem o

Evangelho a toda criatura, anunciarem que o

Filho de Deus, por sua Morte e Ressurreição, nos

libertou do poder de Satanás e da morte e nos

transferiu para o reino do Pai, mas ainda para

levarem a efeito o que anunciavam: a obra da

salvação por meio do sacrifício e dos

sacramentos, em torno dos quais gravita toda a

vida litúrgica."

66

§1708 Por sua paixão, Cristo livrou-nos de

Satanás e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova

no Espírito Santo. Sua graça restaura o que o

pecado deteriorou em nós.

Libertação do demônio

§2850 O último pedido ao nosso Pai aparece

também na oração de Jesus: "Não te peço que os

tires do mundo, mas que os guardes do Maligno"

(Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós

pessoalmente, mas somos sempre "nós" que

rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela

libertação de toda a família humana. A Oração do

Senhor não cessa de abrir-nos para as dimensões

da economia da salvação. Nossa interdependência

no drama do pecado e da morte se transforma em

solidariedade no Corpo de Cristo, na "comunhão

dos santos".

§2853 A vitória sobre o "príncipe deste mundo"

foi alcançada, de uma vez por todas, na Hora em

que Jesus se entregou livremente à morte para nos

dar sua vida. (CIC)

PASSOS PARA FAZER UMA BOA ORAÇÃO

Primeiro passo…. Colocar nossa confiança em Jesus, ele é o único libertador.

Segundo passo….. Dizer a Jesus eu estou arrependido dos meus pecados, meus erros, não quero mais viver assim…quero ter uma vida nova..quero renascer em seu amor e banhar-me em teu sangue redentor…..

Terceiro passo… Orar não é ficar de boca fechado..e sim pronunciar nossa renuncia e a oração… o Demônio precisa escutar que estamos renunciando , isto é falar em voz alta (não precisa gritar)…

quarto passo …acreditar , ter confiança, não precisa ficar repetindo todos dias as mesmas orações de renuncia ou de libertação… basta uma só vez… e sempre buscar coisas novas para renunciar e não as mesmas coisas…

quinto passo…saber que o único acusador entre nos e Deus é o demônio… não é Deus que esta te perseguindo e causando mal Ele é inacessível ao mal(Tg 1,13)e sim o maligno…

Sétimo passo… procurar crescer no Esp. Santo…encher dos dons, assim que renunciar pedir o batismo no Esp. Santo …os dons do Esp. Santos e encher-se dos frutos do Esp. Santo (Gl 5,22)…

Oitavo passo…. Consagrar tudo a Deus, principalmente seus sentidos(tato, olfata, audição, paladar e visão), depois todo seu corpo, assim também seus bens, seus estudos, filhos, trabalho, seu salário e pedir que Deus abençoe e que anjos esteja junto de ti , na tua casa …. e que eles combata por ti contra todo mal ali presente….

Nono passo….. se possível aspergi com água abençoada seus bens, sua casa e na oração consagrar tudo ao Senhor, dizendo mesmo que tudo é do senhor e você é apenas um administrado desta graça…

Décimo passo… se você tem uma família e quiser fazer com sua família seria ótimo; o pai e a mãe têm autoridade para renunciar as contaminações dos filhos e toda herança de maldição da família,e os filhos só por si mesmo….Deus dá a liberdade da pessoa escolher ser liberta ou não , se ela não quer fazer fica um pouco mais difícil, porque o demônio sabe disso.

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO DOS VÍCIOS

Pai de infinita bondade, quero hoje tomar uma firme decisão na minha vida de me libertar destes vícios, por causa de tantas dependências que a longo da existência foram sendo assimiladas na minha história e acabei sendo sendo escravo e hoje vivo uma vida totalmente miserável, não quero mais ser assim Senhor, pois me fizestes livre.
Sei que não é culpa sua, e nem posso culpar ninguém, e nem quero hoje fazer isto, para que eu não transfira esta minha dependências a ninguém.
Hoje são diversos os vícios que dominam nossa vida, assim os das drogas, seja ela a maconha, cocaína, crak, de medicamentos que são estimulantes, stasy, LSD e outras drogas correlacionadas, toda dependência do álcool, seja na cerveja, no vinho ou em bebidas destiladas, eu só quero hoje me libertar desta mal que esta fazendo de minha vida um inferno, lava-me Jesus com teu sangue redentor.
Seja outros vícios de consumismo, que é uma obsessão de comprar roupas, sapatos, bijuterias, jóias, perfumes, utensílios domésticos ou mesmo comprar coisas sem necessidade, seja de comidas, seja a dependência de comer compulsivamente doces, chocolates e outas guloseimas, de ficar mascando chicletes criando hábitos compulsivos, vem Jesus me lavar deste mal, desta fraqueza que hoje tomo consciência que preciso me libertar e este é meu desejo, vem Jesus com seu Espirito Santo invada todas estas áreas de minha vida e faça uma obra nova dentro de mim, arrancando todas estas situações que me escraviza, me liberta senhor destas fraqueza preciso ser uma pessoa nova.
Hoje tomo consciência de todo hábito compulsivo de ficar olhando no espelho, de ficar mexendo no cabelo, roendo as unhas, falando sozinho, gesticulando sozinho, lavando as mãos, piscando, ou mesmo de ficar abrindo e fechando as portas, abrindo a porta da geladeira e fechando sem necessidade alguma, vem Senhor com teu poder mexer nesta áreas afetadas do meu inconsciente que precisam ser remodeladas, cura Senhor o que foi afastado por estes impulsos compulsivos, para que a hora que for fazer o Senhor me dê a graça de cura-los, não posso continuar vivendo assim tão dependentes …Liberta-me Senhor com teu sangue redentor.
Sei que muitos vícios tem influencia malignas, porque nestes lugares de ocultismo, de espiritismo, fazem as pessoas receberem cachimbadas, sopram sobre as pessoas fumaça , e as vezes as pessoas comem e bebem coisas consagradas nestes lugares , oferecem ali bebidas destiladas, cigarros, charutos, vinhos, que são dados aquelas entidades, e muito daqueles espiritos malignos tem outros vícios na sexualidade, na prostituição,masturbação,sexo com animais, devassidão, e cria no homem uma obsessão, quero renunciar pelo sangue de Jesus tudo que esta em mim tem tem estas influencias malignas…. Lava-me com teu sangue de todo estes mal, de toda influência maligna destes vícios vindo deste lugares, quero ser uma pessoa nova renascida em Cristo, santificada no seu sangue redentor.
Quero assumir na minha vida, de que grande parte disto foi minhas fraquezas que assumiram por causa de minha personalidade fraca, e outras me deixei influenciar por diversas situações de amigos, colegas de trabalho, colegas de laser, colegas de escolas ou da rua, outras ainda que aprendi dentro da minha própria casa e outras vem na história da minha família que estão me influenciando, vem sangue de Jesus me libertar destas influencias, eu preciso desta graça em minha vida.
Senhor como fui ingênuo,de ter permitido tal influência deste vício que ele entrasse na minha v ida , achando que eu tinha controle de tudo, e que eu parava a hora que queria, agora vejo como me tornei escravo deste dependência, porque este maldito vício entrou no meu inconsciente, no meu consciente, na minha corrente sanguínea, acabou entrando no meu cérebro, no meu metabolismo, e agora eu vejo como é difícil parar e mudar esta situação, necessito hoje da tua força, da tua ajuda e da tua libertação, lava-me com teu sangue redentor Senhor Jesus.
Hoje vejo Senhor Jesus, como tu foste livres e esta é a sua vontade para nos, que não fossemos escravo de nada, não nos tornássemos dependente de coisa alguma, quero viver esta experiência em minha vida, sei que vai ser uma luta, um grande combate, contra um inimigo que esta dentro de mim, me corroendo, me consumindo, me levando a ter atitudes de agressiva, de mentir, de roubar e enganar por causa deste fraqueza que habita em mim, me sinto usado pelas pessoas que me levaram a esta dependência, muitos me exploram por causa disto e acabo usando até mesmo meu dinheiro de forma errada para suprir esta necessidade e quando não tenho acabo fazendo roubos ou me endividando., vem Jesus me lavar deste mal terrível, vem me libertado inteiramente o meu biológico, meu psicológico, esta ânsia de minha atitudes dependentes deste mal que me corrói , lava-me Jesus com teu sangue.
Sei que toda esta dependência tem uma causa profunda na minha vida, pode ter sido por causa minhas carências afetivas com relação a minha maternidade, toda e qualquer rejeição que venha de minha mãe desde, minha concepção, tudo que passei no ventre materno, na minha faze oral, da amamentação, da alimentação e dependências de minha mãe de medicamentos, vícios de cigarros, bebidas, chocolates, doces, guloseimas, tudo que pode estar relacionado nesta situação da dependência que hoje vivo, lava-me Jesus destas lembranças interiores no meu inconsciente vindo de minha mãe.
Quero hoje também lembrar de meu pai, se é por causa dele que me tornei dependente destes vícios, tudo que vem dele da sua história genética, ou mesmo de seus vícios seja do álcool, cigarros, de drogas, medicamentos, compulsão sexual, pornografias, que já vem na sua genética, ou por causa de suas rejeições, toda falta de afeto, de amizade, de acolhida ou mesmo de ser tratado como filho e não como um estranho , as vezes numa forma de puni-los inconscientemente acabei buscando refúgios nesta situação de dependência, quero hoje Jesus perdoa-lo se for necessário, te pedir que me lava com teu sangue todas estas áreas atingidas por estas fraquezas.
Senhor seja qual for o motivo na minha história, sei que tem o poder de me libertar, de me curar sejo qual for a dependência e onde que ela estiver enraizada dentro de mim, tu pode cura-las, permito que isto hoje aconteça, sei que é preciso de minha conscientização e da minha liberdade para que possas agir, sei também que que será uma luta de cada dia, terei que criar uma abstinência para cada dia, assim como fui permitindo ele entrar em mim, vai saindo da mesma forma…. sei Senhor que não será fácil, mas será possível com a tua graça e com teu poder.
Vem sangue de Jesus me lavando meu olhos para que eu veja com teus olhos cada gesto meu, minhas atitudes e o caminho que percorro e a onde estou indo, lava meus ouvidos para eu seja estimulado pelas tuas palavras de perdão e reconciliação, lava minha boca para que ela seja libertada de toda necessidade de me alimentar destes vícios, lava meu inconsciente de toda acusação seja contra quem for….. Hoje mais que nunca quero me sentir livre de todos estes males.
Amem!!!!! Louvado Sejas tu por esta libertação dos meus vícios……